Quinta-feira, 9 de Junho de 2011


SALIVA

Havia cinco ou seis operários no estabelecimento, entretidos a discutir o valor da propriedade que certo fidalgo possuía no condado de Kildare. De vez em quanto, bebiam um trago das suas enormes canecas de meio litro e fumavam, cuspindo frequentemente no chão e puxando, por vezes, com as botifarras, a serradura para cima dos jactos de saliva.

James Joyce
(Irlanda, 1882 – 1941)
Gente de Dublim
(Tradução de Virgínia Motta, Livros do Brasil, 2001)